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She & Him 
Agora ainda mais original !

Dois anos separam Volume one de Volume two, os dois primeiros álbuns do duo She & Him, ou Zooey Deschanel, atual musa do cinema indie (500 dias com ela), e o produtor M. Ward. Na realidade, a questão temporal não faz muita diferença, já que este segundo volume, que acaba de ganhar edição nacional via Lab 344, é como uma continuação do primeiro. Canções ora ensolaradas, ora tristonhas, com uma mistura de country, folk e indie emoldurados por uma sonoridade retrô. Acima de tudo, paira a original interpretação de Zooey, aqui menos rascante do que no trabalho de 2008.

 Foi o acaso que uniu Zooey e Ward. Em 2007, os dois estavam trabalhando no filme independente The go-getter, ela como protagonista, ele num pequeno papel. Durante as filmagens, o diretor Martin Hynes pediu que eles gravassem um dueto para ser apresentado nos créditos finais do longa. Como uma coisa leva a outra, finda a gravação, Zooey envia a Ward algumas canções que ela havia colecionado (e pouco mostrado) por vários anos. Daí os dois se uniram.

Assim como no trabalho anterior, a maior parte das canções (11 das 13) leva a assinatura de Zooey. Se passado é palavra de ordem aqui, o que se vê são vocais suaves (como na doce Thieves), um corinho trabalhado aqui e ali (como em Don’t look back). In the sun, segunda faixa do álbum, contou com a participação da banda indie Tilly and the Walls e foi escolhida como single.

Antes do trabalho autoral, o She & Him ficou conhecido por meio de covers bem originais. No primeiro álbum a escolha foi mais óbvia, recaindo para standards como You really got a hold on me e Swing low, sweet chariot. Agora a seleção foi mais sutil, com Ridin’ in my car (da banda NRBQ, dos anos 1960) e Gonna get along without you now (pérola da cantora country Skeeter Davis).

A edição brasileira do álbum traz ainda uma faixa bônus, I can hear music, conhecida pelo repertório dos Beach Boys, outra forte referência do She & Him. A intenção do duo não é, em momento algum, inventar a roda. Mas com bom gosto, sutileza e uma dose (comedida) de nostalgia, esse Volume two dá vontade de voltar ao passado. Mesmo que a maior parte dos ouvintes do She & Him não tenham vivido nele.

Fonte: Estado de Minas - 22/04/2010. 

She & Him